19 de junho de 2008

O Teatro Mágico

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Chegamos cedo e ficamos admirando meninas lançando fitas ao ar, na poesia da arte circense. Bolinhas que caiam na falta da mão, que se distraia com o sol em sua direção.

Eles chegaram em um descolado estilo “procissão”. Que coisa linda de se ver, como diz aquele clichê: Ah! Se meus olhos tirassem fotos.

Saíram de alguma estação com muitos fãs acompanhando. A boneca Gaby em cima dos ombros do boneco Rober chamava a atenção.
Seguindo de um discurso inspirador, os fãs abriram uma roda onde tocaram duas músicas. Fiquei pasma de ver quase ninguém ali saber a letra da música “Pena”. Acho que aqueles fãs de fato estavam trabalhando. Lá só deu mesmo os desocupados! :D

Vovisky queria uma foto com cada um. Não conseguimos com todos, saí apenas em uma, pois outra que tiramos acabou por ser acidentalmente deletada.
E como são simpáticos, esses defensores da arte livre! Pacientes, acolhedores, animados...

Muito sol na cabeça, e decepções ao ver o preço do dia, no Masp. Logo ali onde um grupo grita em pró da arte livre, só as Terças-Feiras a entrada é gratuita.

Esqueça complexos, preconceitos, gostos paralelos e fixem no melhor. No que há de bom. Perplexo entenderá, não tenho dúvida.

Gosto da poesia. O resto deixo pra lá. Largo a informação incompleta, a discussão inanimada.

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Lamento.

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Não pude evitar meu lamento.
Não consegui romper a dor. Não deixar a lágrima cair.
Minha realidade se vê distante a sua.
No ponto inalcançável. Naquilo tudo que almejo e contemplo.
Nas frases escritas à espera de uma esperança.
No grito agudo do ser desesperado.
Na mudança que não chega. No inverno que pouco me encontra.
De qualquer forma, não vivo. Penso em como e por onde.

Penso em encontrar a saída. A passagem que restou.

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